sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Obama e o desafio chamado Cuba
Sim nós podemos. Podemos esperar que os Estados Unidos adotem uma política altruísta com Cuba, que esteja acima das questões ideológicas que aindam persistem mesmo depois de tantos anos da queda do Muro de Berlim ou da extinção da União Soviética.
Obama tem uma obrigação com Guantânamo. Uma questão até mesmo moral e ética. Uma satisfação a dar à comunidade internacional. Mas será muito pouco apenas acabar com a prisão e com as torturas de prisioneiros na prisão norte-americana fincada a ferro e fogo no soberano território de Cuba.
Como me disse um amigo de Cuba, Tomás José Pepe Calderón Gastelúa, se Obama quiser credibilidade junto à opinião pública internacional tem que, antes de suspender o embargo econômico a Cuba, devolver Guantânamo aos cubanos. É isto que os cubanos esperam do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, cujas raízes coincidem com a da grande maioria dos cidadãos da ilha castrista.
Obama tem pela frente a oportunidade de mudar o mapa geopolítico mundial. Se tiver coragem e determinação, se não estiver amarrado aos poderosos interesses armamentistas e bélicos dos Estados Unidos, pode entrar para a história como um dos mais importantes presidentes norte-americanos de todo o mundo.
Mas tem que tomar cuidado, dizem os próprios cubanos. Para Pepe Calderón, não interesse à CIA o fim de Guantânano, muito menos do embargo. Mesmo com Fidel afastado do poder e com Raul ensaiando passos reformistas, os agentes norte-americanos ainda persistem em defender políticas impositivas em relação à ilha. Mas com o fiasco da invasão do Iraque perpetrada por Bush, dificilmente Obama vai aceitar que tudo continue como está. Mesmo sabendo que tem no caleidoscópio da história a sina e o exemplo de Kennedy.

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