Pré-candidato declarado à Presidência, o governador Aécio Neves joga todas as suas fichas na realização de prévias internas no PSDB para obter o apoio que precisa internamente entre os tucanos para consagrar-se como candidato à sucessão do presidente Lula. Mas a realização de prévias não é uma garantia de que Aécio será o candidato do PSDB.
A decisão do governador de São Paulo, José Serra, de aceitar a realização de prévias, é um sinal de que o quadro, mesmo internamente no PSDB, está totalmente indefinido. Até porque o PSDB está desarranjado enquanto partido.
Veja-se o caso de Minas. Aécio não governa com o partido no Estado. O PSDB tem ficado em segundo plano e seu governo é formado por uma base ampla de partidos. O próprio estilo de Aécio no Estado não é o de fortalecer o PSDB, mas de governar acima do partido.
É claro que o PSDB mineiro vai sair unido com Aécio, mas para que o governador mineiro seja vencedor nas prévias, vai ter que convencer os seus correligionários no Brasil inteiro de que é o melhor candidato. É uma pré-campanha à presidência, sem garantia de êxito.
Serra perde junto aos militantes por já ter sido candidato derrotado à Presidência. Vai sofrer com o discurso de que o PSDB precisa de sangue novo se quiser chegar à Presidência da República. Mas tem nas mãos o Estado mais forte da Nação e um forte apoio do empresariado paulista para conseguir obter a chancela do partido. Tem também pesquisas que o apontam como o candidato com maior performance para derrotar a candidata do PT, Dilma Roussef.
A briga vai ser dura e o PSDB pode até sair unido. Mas corre também o risco de esfrangalhar-se como aconteceu na eleição municipal em São Paulo, em que Serra jogou água nas pretensões de Alckmim para apoiar um candidato do DEM, o atual prefeito Gilberto Kassab.
A partir de agora, cada lance pode ser decisivo para um e para outro na briga para a disputa à vaga de Lula. E podem ter certeza, o jogo vai ser pesado, principalmente por parte do tucanato paulista.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O mundo mudou, mister Brown
O primeiro ministro britânico Gordon Brown afirmou durante o foro de Davos, realizado recentemente, que o mundo caminha para uma era de ‘desglobalização’. Talvez seja difícil pra muita gente explicar o que os países mais ricos pensam sobre a globalização e os benefícios que ela gerou.
É certo que a globalização, ao que tudo indica, não favoreceu nenhum pouco os países ricos do G8, ao derrubar as fronteiras e trazer à tona debates frutíferos para a maioria dos países e com certeza infrutíferos para os ricos, como a quebra de barreiras comerciais e o fim do protecionismo de mercado.
A globalização abriu a economia dos países e fez com que o dinheiro não tivesse mais pátria. Ora o investidor jogava seus dólares e euros em economias de países emergentes atrás de taxas de juros mais convidativas, ora mantinha-se no conservadorismo de mercados mais cautelosos.
Sem dúvida alguma quem mais ganhou com esta nova onda foram os países em desenvolvimento, em especial a Índia, a China e o Brasil, entre outros. A globalização, ao contrário, levou vários países à bancarrota. Não é à toa que Estados Unidos, Inglaterra e França vivem uma crise sem precedentes desde 1929.
Gordon Brown talvez esteja pensando que ‘desglobalizar’ seja o caminho para que os países ricos retomem a sua hegemonia econômica tão combalida desde a crise que eclodiu no hemisfério norte.
Mas é tarde pensar que é possível retomar um caminho antigo que já não existe mais. Queiram ou não, estamos vivendo uma nova ordem econômica mundial. China, Índia e Brasil passam a ser respeitados como potências e o valor não apenas de seu potencial de consumo interno, mas de seu potencial de produção de tecnologia, hão de ser vistos pelo mundo com um outro olhar.
O mundo mudou, mister Brown, e agora não se imagina mais voltar atrás. Ou os países ricos se preparam ou vão ser engolidos pela nova ordem mundial.
O primeiro ministro britânico Gordon Brown afirmou durante o foro de Davos, realizado recentemente, que o mundo caminha para uma era de ‘desglobalização’. Talvez seja difícil pra muita gente explicar o que os países mais ricos pensam sobre a globalização e os benefícios que ela gerou.
É certo que a globalização, ao que tudo indica, não favoreceu nenhum pouco os países ricos do G8, ao derrubar as fronteiras e trazer à tona debates frutíferos para a maioria dos países e com certeza infrutíferos para os ricos, como a quebra de barreiras comerciais e o fim do protecionismo de mercado.
A globalização abriu a economia dos países e fez com que o dinheiro não tivesse mais pátria. Ora o investidor jogava seus dólares e euros em economias de países emergentes atrás de taxas de juros mais convidativas, ora mantinha-se no conservadorismo de mercados mais cautelosos.
Sem dúvida alguma quem mais ganhou com esta nova onda foram os países em desenvolvimento, em especial a Índia, a China e o Brasil, entre outros. A globalização, ao contrário, levou vários países à bancarrota. Não é à toa que Estados Unidos, Inglaterra e França vivem uma crise sem precedentes desde 1929.
Gordon Brown talvez esteja pensando que ‘desglobalizar’ seja o caminho para que os países ricos retomem a sua hegemonia econômica tão combalida desde a crise que eclodiu no hemisfério norte.
Mas é tarde pensar que é possível retomar um caminho antigo que já não existe mais. Queiram ou não, estamos vivendo uma nova ordem econômica mundial. China, Índia e Brasil passam a ser respeitados como potências e o valor não apenas de seu potencial de consumo interno, mas de seu potencial de produção de tecnologia, hão de ser vistos pelo mundo com um outro olhar.
O mundo mudou, mister Brown, e agora não se imagina mais voltar atrás. Ou os países ricos se preparam ou vão ser engolidos pela nova ordem mundial.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Paulistas querem atropelar
a candidatura de Aécio
Foi dada a largada para a sucessão presidencial com o lançamento oficioso da candidatura de Dilma Roussef, a dita mãe do PAC, para a sucessão do presidente Lula, que não esconde mais que já está em franca campanha para eleger seu sucessor.
No ninho tucano, ninguém mais acredita que os paulistas vão querer atropelar a candidatura de Aécio Neves. Esta semana o presidente Fernando Henrique Cardoso já mostrou que está diretamente envolvido para fazer de José Serra o candidato tucano. Disse que não concorda com as prévias – única possibilidade de Aécio sagrar-se candidato – e pediu que o partido antecipe a escolha do candidato.
Ao fazer isto, FHC sabe que favorece diretamente Serra, que tem uma imagem de candidato mais consolidada no âmbito nacional se compararmos com o nome de Aécio Neves. Mas é tudo maracutaia paulista e Serra joga ainda mais forte ao lançar um ambicioso projeto de obras que já deve ter despertado o olhar de empreiteiros e bancos que irão financiar a sua campanha.
Aécio está sendo engolido aos poucos pelos paulistas e, se não mover rápido suas peças neste emaranhado jogo de xadrez da política, vai ser derrotado antes mesmo de qualquer convenção ou prévia.
a candidatura de Aécio
Foi dada a largada para a sucessão presidencial com o lançamento oficioso da candidatura de Dilma Roussef, a dita mãe do PAC, para a sucessão do presidente Lula, que não esconde mais que já está em franca campanha para eleger seu sucessor.
No ninho tucano, ninguém mais acredita que os paulistas vão querer atropelar a candidatura de Aécio Neves. Esta semana o presidente Fernando Henrique Cardoso já mostrou que está diretamente envolvido para fazer de José Serra o candidato tucano. Disse que não concorda com as prévias – única possibilidade de Aécio sagrar-se candidato – e pediu que o partido antecipe a escolha do candidato.
Ao fazer isto, FHC sabe que favorece diretamente Serra, que tem uma imagem de candidato mais consolidada no âmbito nacional se compararmos com o nome de Aécio Neves. Mas é tudo maracutaia paulista e Serra joga ainda mais forte ao lançar um ambicioso projeto de obras que já deve ter despertado o olhar de empreiteiros e bancos que irão financiar a sua campanha.
Aécio está sendo engolido aos poucos pelos paulistas e, se não mover rápido suas peças neste emaranhado jogo de xadrez da política, vai ser derrotado antes mesmo de qualquer convenção ou prévia.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Obama e o desafio chamado Cuba
Sim nós podemos. Podemos esperar que os Estados Unidos adotem uma política altruísta com Cuba, que esteja acima das questões ideológicas que aindam persistem mesmo depois de tantos anos da queda do Muro de Berlim ou da extinção da União Soviética.
Obama tem uma obrigação com Guantânamo. Uma questão até mesmo moral e ética. Uma satisfação a dar à comunidade internacional. Mas será muito pouco apenas acabar com a prisão e com as torturas de prisioneiros na prisão norte-americana fincada a ferro e fogo no soberano território de Cuba.
Como me disse um amigo de Cuba, Tomás José Pepe Calderón Gastelúa, se Obama quiser credibilidade junto à opinião pública internacional tem que, antes de suspender o embargo econômico a Cuba, devolver Guantânamo aos cubanos. É isto que os cubanos esperam do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, cujas raízes coincidem com a da grande maioria dos cidadãos da ilha castrista.
Obama tem pela frente a oportunidade de mudar o mapa geopolítico mundial. Se tiver coragem e determinação, se não estiver amarrado aos poderosos interesses armamentistas e bélicos dos Estados Unidos, pode entrar para a história como um dos mais importantes presidentes norte-americanos de todo o mundo.
Mas tem que tomar cuidado, dizem os próprios cubanos. Para Pepe Calderón, não interesse à CIA o fim de Guantânano, muito menos do embargo. Mesmo com Fidel afastado do poder e com Raul ensaiando passos reformistas, os agentes norte-americanos ainda persistem em defender políticas impositivas em relação à ilha. Mas com o fiasco da invasão do Iraque perpetrada por Bush, dificilmente Obama vai aceitar que tudo continue como está. Mesmo sabendo que tem no caleidoscópio da história a sina e o exemplo de Kennedy.
Sim nós podemos. Podemos esperar que os Estados Unidos adotem uma política altruísta com Cuba, que esteja acima das questões ideológicas que aindam persistem mesmo depois de tantos anos da queda do Muro de Berlim ou da extinção da União Soviética.
Obama tem uma obrigação com Guantânamo. Uma questão até mesmo moral e ética. Uma satisfação a dar à comunidade internacional. Mas será muito pouco apenas acabar com a prisão e com as torturas de prisioneiros na prisão norte-americana fincada a ferro e fogo no soberano território de Cuba.
Como me disse um amigo de Cuba, Tomás José Pepe Calderón Gastelúa, se Obama quiser credibilidade junto à opinião pública internacional tem que, antes de suspender o embargo econômico a Cuba, devolver Guantânamo aos cubanos. É isto que os cubanos esperam do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, cujas raízes coincidem com a da grande maioria dos cidadãos da ilha castrista.
Obama tem pela frente a oportunidade de mudar o mapa geopolítico mundial. Se tiver coragem e determinação, se não estiver amarrado aos poderosos interesses armamentistas e bélicos dos Estados Unidos, pode entrar para a história como um dos mais importantes presidentes norte-americanos de todo o mundo.
Mas tem que tomar cuidado, dizem os próprios cubanos. Para Pepe Calderón, não interesse à CIA o fim de Guantânano, muito menos do embargo. Mesmo com Fidel afastado do poder e com Raul ensaiando passos reformistas, os agentes norte-americanos ainda persistem em defender políticas impositivas em relação à ilha. Mas com o fiasco da invasão do Iraque perpetrada por Bush, dificilmente Obama vai aceitar que tudo continue como está. Mesmo sabendo que tem no caleidoscópio da história a sina e o exemplo de Kennedy.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
OS TUCANOS SENTIRAM O GOLPE
A ascenção do PMDB e sua predisposição aparente de participar de um amplo projeto capitaneado pelo presidente Lula para fazer de Dilma Russef sua sucessora no Palácio do Planalto, tendo um vice peemedebista, assusta os tucanos.
O mais alto escalão do tucanato federal está em clara divisão, exposta pela eleição de José Anilbal para a liderança do partido na Câmara Federal. Serristas e aecistas já não escondem mais que estão jogando todas as cartas para consolidar seus candidatos.
Do lado do governador paulista o jogo é pesado e as práticas não vão ser nada sutis em relação a Aécio. Os serristas acusam o governador mineiro de ter antecipado o jogo e agora vão partir para o tudo ou nada para vingar mais uma vez o nome do tucano paulista.
Aécio, na verdade, perdeu uma grande chance de consolidar seu nome nacionalmente. Perdeu o 'time' quando não soube capitalizar a união com parte do PT de Fernando Pimentel que culminou com a eleição de Márcio Lacerda em Belo Horizonte.
Mas o certo é que a corrida sucessória para 2010 está aberta e as cartas estão sendo colocadas na mesa agora. E pelo visto o presidente Lula está dando mostras, mais uma vez, de maior competência política para mover as peças neste tabuleiro.
Resta aos tucanos tentar uma articulação nacional para unir o partido. Porque, a quem interessa a desunião entre Serra e Aécio. Ao PMDB, claro, que poderia ter no seu ninho o governador mineiro, quem sabe como candidato à sucessão presidencial.
A ascenção do PMDB e sua predisposição aparente de participar de um amplo projeto capitaneado pelo presidente Lula para fazer de Dilma Russef sua sucessora no Palácio do Planalto, tendo um vice peemedebista, assusta os tucanos.
O mais alto escalão do tucanato federal está em clara divisão, exposta pela eleição de José Anilbal para a liderança do partido na Câmara Federal. Serristas e aecistas já não escondem mais que estão jogando todas as cartas para consolidar seus candidatos.
Do lado do governador paulista o jogo é pesado e as práticas não vão ser nada sutis em relação a Aécio. Os serristas acusam o governador mineiro de ter antecipado o jogo e agora vão partir para o tudo ou nada para vingar mais uma vez o nome do tucano paulista.
Aécio, na verdade, perdeu uma grande chance de consolidar seu nome nacionalmente. Perdeu o 'time' quando não soube capitalizar a união com parte do PT de Fernando Pimentel que culminou com a eleição de Márcio Lacerda em Belo Horizonte.
Mas o certo é que a corrida sucessória para 2010 está aberta e as cartas estão sendo colocadas na mesa agora. E pelo visto o presidente Lula está dando mostras, mais uma vez, de maior competência política para mover as peças neste tabuleiro.
Resta aos tucanos tentar uma articulação nacional para unir o partido. Porque, a quem interessa a desunião entre Serra e Aécio. Ao PMDB, claro, que poderia ter no seu ninho o governador mineiro, quem sabe como candidato à sucessão presidencial.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O PMDB de novo sob os holofotes
Não é à toa que política no Brasil se confunda com tudo o que não possa ser correto, nem seguir numa linha reta, nem ser previsível. Como diria Magalhães Pinto, política é como nuvem. Você olha e está de um jeito. Olha de novo e está de outro.
E assim tentam convencer a opinião pública de que, em política, tudo é possível. Como são possíveis todo tipo de nuvens.
A ascenção do PMDB no Congresso Nacional é uma destas tantas nuvens cinzentas que surgem na nossa política. Sarney se dizia não-candidato para que todos pensasem que ele não era candidato mas na verdade era. E assim traiu acordos que tinha firmado em nome de um entendimento que fez para que outros pensassem que ele os cumpriria. Passou por cima do senador Tião Vianna e retornou ao poder com toda a força. É o segundo homem agora da política brasileira. Depois do presidente Lula, é quem mais apita. E terá na Câmara um pseudoaliado, Michel Temer, eleito com tranquilidade para a presidência do Legislativo Federal.
O PMDB agora tem força inclusive para costurar uma candidatura própria à Presidência da República, com ou seu o apoio do presidente Lula. Vai ditar os rumos do Legislativo no Senado e na Câmara e isto não é pouco a pouco menos de dois anos das próximas eleições presidenciais. Será, sem dúvida, decisivo no processo.
Pode chegar mais perto de Dilma Roussef e indicar um vice para a queridinha de Lula (será que é mesmo?) ou quem saber iniciar um namoro ou noivado com Aécio Neves para fazer face à candidatura cada vez mais consolidada de José Serra pelo PMDB.
O PMDB só não pode cometer os erros do passado e tentar lançar outro Ulisses Guimarães para a Presidência. Mas o PMDB tem juízo e aprendeu a ser coadjuvante. Quer estar no poder, sempre às voltas com ministérios e sabe-se lá quantos cargos na República, mas se contenta com pouco (sic) para não ficar de fora do poder.
Quem sabe Lula está feliz com Sarney no Senado e Temer na Câmara porque sabe que os dois não conseguem emplacar um PMDB unido. Até porque nunca estiveram do mesmo lado no partido.
Vamos ver se o jogo se confirma. Mas o Brasil agora tem dois partidos fortes no domínio do processo político: o PMDB, claro, é o PT de Lula. Resta saber se o PSDB e o DEM vão conseguir uma engenharia política tão eficiente como a que a base governista está arquitetando tão bem, à custa de traições e outras manhas comuns da política.
E assim tentam convencer a opinião pública de que, em política, tudo é possível. Como são possíveis todo tipo de nuvens.
A ascenção do PMDB no Congresso Nacional é uma destas tantas nuvens cinzentas que surgem na nossa política. Sarney se dizia não-candidato para que todos pensasem que ele não era candidato mas na verdade era. E assim traiu acordos que tinha firmado em nome de um entendimento que fez para que outros pensassem que ele os cumpriria. Passou por cima do senador Tião Vianna e retornou ao poder com toda a força. É o segundo homem agora da política brasileira. Depois do presidente Lula, é quem mais apita. E terá na Câmara um pseudoaliado, Michel Temer, eleito com tranquilidade para a presidência do Legislativo Federal.
O PMDB agora tem força inclusive para costurar uma candidatura própria à Presidência da República, com ou seu o apoio do presidente Lula. Vai ditar os rumos do Legislativo no Senado e na Câmara e isto não é pouco a pouco menos de dois anos das próximas eleições presidenciais. Será, sem dúvida, decisivo no processo.
Pode chegar mais perto de Dilma Roussef e indicar um vice para a queridinha de Lula (será que é mesmo?) ou quem saber iniciar um namoro ou noivado com Aécio Neves para fazer face à candidatura cada vez mais consolidada de José Serra pelo PMDB.
O PMDB só não pode cometer os erros do passado e tentar lançar outro Ulisses Guimarães para a Presidência. Mas o PMDB tem juízo e aprendeu a ser coadjuvante. Quer estar no poder, sempre às voltas com ministérios e sabe-se lá quantos cargos na República, mas se contenta com pouco (sic) para não ficar de fora do poder.
Quem sabe Lula está feliz com Sarney no Senado e Temer na Câmara porque sabe que os dois não conseguem emplacar um PMDB unido. Até porque nunca estiveram do mesmo lado no partido.
Vamos ver se o jogo se confirma. Mas o Brasil agora tem dois partidos fortes no domínio do processo político: o PMDB, claro, é o PT de Lula. Resta saber se o PSDB e o DEM vão conseguir uma engenharia política tão eficiente como a que a base governista está arquitetando tão bem, à custa de traições e outras manhas comuns da política.
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